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Caso da entrada de cocaína no país
PRM bloqueia autoridades brasileiras
- confirma Leónidas Coelho, chefe do sector consular daquele País

Maputo (Canal de Moçambique) – O chefe do sector consular para assuntos dos brasileiros no exterior, Leónidas Coelho, desabafou ao «Canal de Moçambique» que a Polícia da República de Moçambique, (PRM), ainda não concedeu espaço para que esta entidade brasileira em solo moçambicano possa dialogar com a sua concidadã presentemente detida nas celas da 18.ª Esquadra - Brigada Montada desde o último sábado por ser portadora de 3 barras de cocaína encontradas na fronteira aérea de Mavalane, na sua mala de viajem.
Recorde-se que Érica Cristiano, de 25 anos de idade, nacionalidade brasileira, natural de São Paulo, era proveniente de Lisboa, capital portuguesa. Foi encontrada por uma equipa de segurança da corporação policial, às 7h do último sábado, a desembarcar no Aeroporto Internacional de Maputo com três barras de cocaína.
Esta segunda-feira no encontro habitual com a imprensa o porta-voz do Comando da PRM da Cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, deu a conhecer à imprensa que a brasileira ora detida na 18ª esquadra da PRM, Brigada Montada, continha as três barras de cocaína no interior da sua mala de viajem e que o seu destino era a capital moçambicana, Maputo razão pela qual a polícia ia trabalhar afincadamente no caso “sem lesar as amizades que os dois países comungam”.
Entretanto o chefe do sector consular para assuntos dos brasileiros no exterior, Leónidas Coelho, afirma que não foram notificados para o caso de cocaína, apenas souberam através da imprensa moçambicana.
“Os únicos dados foram os que a imprensa moçambicana reportou através da corporação policial durante esta semana. Nós ainda não conseguimos conversar com Érica Cristiano”, afiançou.
Acrescentou ainda que tem estado em contacto com as autoridades moçambicanas no sentido de se abrir um espaço de diálogo com Érica Cristiano para fazer o devido acompanhamento legal uma vez que este ano é o primeiro caso de crime de drogas.
Leónidas Coelho recordou ainda que as autoridades da justiça moçambicana trataram de informar a Embaixada do Brasil quando Lúcia, uma outra brasileira, foi detida e julgada em 2007.
Hoje a mesma está saudável e a cumprir a sua pena na Cadeia Feminina de Ndlavela, província de Maputo, como também realiza actividades sociais nas comunidades do bairro.
Em Maio deste ano ela estará em liberdade condicional.
Por outro lado o porta-voz do Comando da PRM da Cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, afirmou que as autoridades brasileiras devem se dirigir às instalações da Polícia de Investigação Criminal (PIC), local onde se está a investigar o caso de Érica Cristiano, cidadã brasileira.
Arnaldo Chefo diz ainda que não existe má fé do lado da corporação policial. Refere que apenas quando o processo está na fase de instrução preparatória não se permite interferências.
“Para os casos de instrução preparatória temos até juízes de instrução preparados para flexibilizar os processos. As visitas são vedadas”, tranquilizou Chefo.
A dado passo, Chefo confirmou ao «Canal de Moçambique» que esta semana ainda foram detidos mais dois cidadãos sendo um de origem nigeriana e outro moçambicano, em conexão com o caso de tráfico de drogas no país.
Ainda segundo ele, das investigações levadas a cabo suspeita-se que os tais cidadãos estejam relacionados com Érica Cristiano de origem brasileira porque mostram fortes indícios.
Segundo dados da corporação policial de 2006, uma jovem sul-africana foi detida, quando regressava do Brasil de mais uma missão de trabalho no mundo do tráfico de drogas, no Aeroporto Internacional de Mavalane. Na altura continha no seu organismo 64 ampolas de cocaína, ou seja, de 11gramas/cada.
Em 2007, uma outra jovem, mas dessa vez moçambicana, proveniente do Brasil, foi igualmente detida quando desembarcava no Aeroporto Internacional de Mavalane porque transportava 3,65 kg de cocaína no estômago.
De referir que durante o ano de 2007, 45 pessoas foram detidas no país por estarem associadas a casos relacionados com tráfico de drogas.
A maioria das detenções aliadas aos casos foi registada na cidade de Maputo. Do resto do país não há números.

(Conceição Vitorino)

2009-01-22 06:18:00
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