Director: Fernando Veloso (fveloso@tvcabo.co.mz) - Editor: João Chamusse (canal@tvcabo.co.mz) - Propriedade da IMPREL - Imprensa Livra-te, Lda - Sede: Av. Eduardo Mondlane 121-127 R/C, Maputo - Telefones: (+258) 84 212 0415 ou 84 835 4554

Parque Nacional da Gorongosa -
Leões voltam à sua casa


1ª Página

Política

Sociedade

Mundo

Desporto

Cultura

Economia

Negócios

Editorial

Publicidade

Advertising

Contactos
Pesquisar
Últimos 6 Meses

Palavras-chave
Pesquisa Avançada
(Outras Edições)

Experimente a nova funcionalidade de Pesquisa.

Clique em Pesquisa Avançada

Advertising
Envie esta notícia para um amigo Envie esta notícia para um amigo
Depois de acusarem o Governo de os marginalizar
Desmobilizados de guerra da AGEMOD revoltados com sua direcção
“O Governo, através do Ministério da Finanças, vendeu deliberadamente os nossos pneus oferecidos pelos sul-africanos. Há um caso de 15 biliões de Meticais que alguém do Governo comeu e a antiga primeira-ministra, Luísa Diogo (actualmente deputada da AR pela Frelimo), sabe disso.”

Maputo (Canalmoz) – A Agência Moçambicana dos Desmobilizados (AGEMOD) vive momentos de tensão entre os membros e a sua direcção chefiada por Joaquim Manuel.
Os membros acusam Joaquim Manuel de andar a protelar a resolução definitiva dos problemas que grassam no seio dos desmobilizados, principalmente os das províncias, alegadamente para acomodar interesses particulares e alheios à maioria.
O Canalmoz foi por várias vezes contactado por um grupo de desmobilizados que vieram para “denunciar” tal caso. Disseram-nos que o Conselho de Administração da AGEMOD, “contra toda a lógica de que ‘a união faz a força’, ignora deliberadamente as opiniões dos seus subalternos” quando contribuem com ideias para soluções que permitam pôr-se fim aos problemas que apoquentam os visados “há mais de uma década e meia”. Apelando para que respeitemos o anonimato, alegadamente para não serem conotados como dissidentes, os elementos do grupo da AGEMOD que nos procurou dizem que têm contribuído com ideias para ver os problemas da agremiação resolvidos, “mas os membros do Conselho de Administração ignoram-nos”.
“Descobrimos que não é só o Governo que não quer resolver os nossos problemas. A nossa direcção é que não funciona como deve ser. Pensamos que o nosso PCA não tem nenhuma intenção de resolver os problemas da maioria porque disso tira benefícios”, disse um dos nossos interlocutores.

Velhos problemas na ordem do dia

Quanto aos “benefícios do PCA” nenhum elemento do grupo dos desmobilizados soube especificar claramente. Com os nervos à flor da pele limitaram-se a dizer: “para além de tantos outros assuntos até agora não resolvidos, temos um que desde 2001 não se consegue resolver. O Governo, através do Ministério da Finanças, vendeu deliberadamente os nossos pneus oferecidos pelos sul-africanos. Há um caso de 15 biliões de Meticais que alguém do Governo comeu e a antiga Primeira-ministra Luísa Diogo sabe disso. Mas nossa direcção está aparentemente contente com estas situações que nunca se resolvem. Será o Governo que nos está a jogar ou o Conselho de Administração da AGEMOD é que não funciona?”, questionam.

Dinheiro só para militares no activo

Num outro desenvolvimento, os nossos interlocutores puseram-se a desabafar:
- “Por várias vezes já fomos ao Ministério da Defesa Nacional e ao extinto Ministério dos Assuntos para os Antigos Combatentes, mas nunca nos deram ouvidos”.
- “Sempre nos disseram que o orçamento que o Governo canaliza não inclui os desmobilizados porque mal cobre as despesas dos militares que estão no activo.”
- “No Ministério dos Assuntos para os Antigos Combatentes sempre fomos ignorados e ninguém da nossa direcção consegue ver isso para tomarmos medidas. Queremos uma direcção séria e que saiba ouvir as opiniões do resto dos membros”.

Desmobilizados querem um encontro com o actual Primeiro-ministro

Contaram-nos igualmente que “a ex-primeira-ministra, Luísa Diogo, não obstante ter recebido uma série de exposições e pedidos de audiências para com ela discutirmos, sempre evitou manter contacto com os desmobilizados”.
“Vamos pedir um encontro com o actual Primeiro-ministro para ver se nos ajuda”.
Caso Aires Ali não lhes dê ouvidos como o fez a sua antecessora Luísa Diogo, os desmobilizados ameaçam mover o céu e a terra para verem resolvidos os seus velhos problemas. Em coro vincaram que “em Moçambique, os desmobilizados de guerra são marginalizados”.
“Os que após o processo da desmobilização tiveram sucessos e viram os seus problemas serem resolvidos com eficácia são os que se atrelaram ao partido no poder”.
A reportagem do Canalmoz esteve várias vezes nos escritórios da AGEMOD em Maputo para buscar possíveis esclarecimentos sobre as preocupações que nos trouxe o grupo de desmobilizados. Ninguém quis falar-nos do caso. Nem nos permitiram entrar no pátio das instalações da agremiação. “O chefe não está e ninguém tem autorização para falar”.
Várias vezes tentámos, mas também sem sucesso, contactar telefonicamente o PCA daquela agremiação Joaquim Manuel. O seu telemóvel anda mudo.

(Emildo Sambo)

2010-02-08 09:59:00
Destaques - clique aqui para ler
Canalmoz | Propriedade: Imprel | Mapa do Site | Concepção e Alojamento: ODLINE