Maputo (Canalmoz) – O porta-voz do Comando da PRM na cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, deixou um alerta para quem tenciona juntar-se à manifestação contra a inspecção obrigatória de veículos, que está a ser convocada por via de mensagens electrónicas (sms e-mail), por pessoas desconhecidas. Chefo disse, sem evasivas, que a Polícia está preparada para usar a força contra os eventuais manifestantes.
A manifestação contra a inspecção de veículos está a ser convocada para iniciar às 00:00 horas do próximo dia 15 de Março. Arnaldo Chefo disse que está a circular por e-mail uma nota de mobilização apelando para uma manifestação – apelidando-a de “greve geral” – contra as inspecções às viaturas.
Segundo ele, “para a próxima segunda-feira temos todo o tipo de forças policiais preparadas, nomeadamente a Força de Intervenção Rápida (FIR), a Polícia de Protecção, a Polícia da República de Moçambique, a Polícia de Trânsito, e usaremos todo o tipo de material policial: gás lacrimogéneo, balas de borracha e de fogo e cassetetes”.
Acrescenta ainda que o porta-voz da Polícia que a corporação está a investigar quem é o suposto autor do e-mail, a fim de tomar medidas, e apela para os cidadãos não aderirem à manifestação, porque a mesma poderá repercutir-se num cenário negativo, como perdas humanas, feridos graves, assaltos a residências, a lojas e a viaturas.
O teor do e-mail
O e-mail, que está a circular desde a semana passada, tem o seguinte conteúdo (não corrigimos os defeitos da escrita): “GREVE GERAL DIA 15 DE MARÇO. Moçambicanas, MOÇAMBICANOS, ÀS 00:00 Horas do dia 15 de Março do corrente ano, vai ter lugar a greve geral contra as inspecções aos veículos. Chega de obedecermos as leis Europeias para uma realidade Moçambicana onde as estradas são um caos. Se temos de apresentar a suspensão em dia, temos de exigir estradas e vias de acesso em dia. Passe a Palavra”.
Corre, no entanto, de boca em boca, que a manifestação poderá ser absolutamente ordeira e pacífica, cingindo-se apenas à paralisação total das viaturas, o que implicaria a paralisação de muitos serviços, designadamente públicos. Há neste momento a circular no país, segundo o INAV, cerca de quatrocentas mil viaturas (400.000).
(Conceição Vitorino)
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