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No distrito de Machaze e em pleno século XXI
Administradora acusada de usar métodos ditatoriais
Quatro funcionários do Estado estão no olho da rua, por, alegadamente, terem ousado denunciar tais praticas ao governo provincial

Chimoio (Canal de Moçambique) - A Administradora do distrito de Machaze, Alice Tamela, esta sendo acusada por membros do governo distrital de estar a usar de métodos ditatoriais e falta de respeito para com os funcionários afectos naquele ponto da província de Manica.
Informações em poder do «Canal de Moçambique», indicam que pesam para aquela governanta – usando métodos do tempo da ditadura – “a aplicação de métodos arbitrários na movimentação de funcionários de diferentes ministérios para lugares não bem destacados, alegados desvios de salários de professores, não pagamento ou corte de horas extras”.
Engrossa a lista das acusações que pesam sobre a senhora Alice Tamela, “o uso abusivo de meios do Estado para fim pessoais”.
Num passado não muito distante, em Chimoio, Alice Tamela, terá desviado, como a acusam, a única ambulância afecta ao distrito de Machaze. Poderia transportar doentes com alta no Hospital Provincial de Chimoio, mas alegando que tinha produtos dela por transportar acabaria por deixar em terra os referido doentes.

4 “Insurrectos” expulsos

Alice Tamela, para mostrar o “quero, posso e mando”, terá ordenado a expulsão de 4 funcionários do governo local, sendo que um estava afecto à direcção da Saúde, dois à Agricultura e um à Administração, por estes terem submetido uma carta ao governo provincial, onde explicavam os actos que segundo eles têm acontecido naquele ponto do país.

Alice Tamele refuta

Entretanto em contacto telefónico com a administradora de Machaze, Alice Tame, para lhe darmos a possibilidade de apresentar a sua versão e responder às acusações que pesam sobre ela, disse que “não é verdade” o que contam. Referiu que o seu comportamento baseia-se na lei em vigor em Moçambique.
“Eu não faço coisas da minha cabeça, mas, sim, da lei em vigor em Moçambique, por isso vocês jornalistas devem ter a certeza do que questionar para alguém” disse, cortesmente, a administradora visada pelas acusações dos seus subordinados.
Questionada sobre a falta do pagamento de salários aos professores referente ao mes de Dezembro e ainda ao “décimo terceiro mês”, ela afirmou: “não posso pagar os salários aos professores em Chimoio, visto que a lei afirma que todos os funcionários afectos num distrito do país, é de lá onde ele deve auferir o seu próprio salário”.
Quanto a cortes salariais e o não pagamento de horas extras ela afirmou: “eu uso os procedimentos da lei em vigor em todos os ministérios”.
Para além destes pontos a que a administradora respondeu à nossa reportagem, também questionamo-la sobre o caso de ela estar a usar a ambulância como meio pessoal. “Consultem o director Provincial de Saúde em Manica se algum dia eu já usei carros da Saúde”.

DPS: “Não estou em condições de responder”

O «Canal de Moçambique» contactou, Quinhas Fernandes, director Provincial da Saúde (DPS), para este se pronunciar sobre o alegado facto da administradora fazer uso da ambulância do Estado para fins pessoais. Este afirmou que não estava em condições de responder às tais questões, apelando-nos, de seguida, que contactasse-mos a sua secretaria para marcarmos “audiência” para falarmos dos referidos pontos. “O melhor é marcarem audiência para falarmos destes assuntos”, concluiu o director da saúde.

(José Jeco)

2009-01-29 06:11:00
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