Maputo (Canalmoz) – O ministro da Cultura, Armando Artur, convida os fazedores da arte e cultura em Moçambique para criarem uma agremiação única que congregue todas as áreas e expressões culturais, de modo a “facilitar a relação” entre estes e o Governo.
Esta posição foi manifestada pelo ministro à margem do seminário sobre a problemática do músico moçambicano, que decorre, desde a passada segunda-feira, em Maputo, organizado pela Associação dos Músicos Moçambicanos.
Armando Artur considera que a criação da referida organização será de elevado valor para o progresso da arte, bem como para a vida dos artistas, uma vez que o seu maior propósito será o de contribuir para que todos os artistas trabalhem em conjunto, não somente com o Ministério da Cultura, como também com os empresários, os produtores, os gestores, que são determinantes para o desenvolvimento das artes no país.
Referindo-se ao Seminário Nacional dos Músicos, Armando Artur considerou que “é uma iniciativa importante que eu gostava que fosse extensiva a outras áreas de produção cultural, porque assim fica fácil a constituição de uma Associação Nacional dos Artistas”, e argumenta que “todos os artistas têm problemas comuns, não obstante as diferenças das suas áreas de actuação. Então acredito que, com esta organização fica-nos fácil a realização de um debate aberto e participativo”.
O ministro da Cultura fez um pedido: “Apelamos para um associativismo mais actuante e voltado para uma actuação democrática, de forma a garantir-se a credibilidade das organizações culturais”.
Para este ano 2010, definido como “Ano Internacional de Aproximação das Culturas” pela UNESCO, o ministro da Cultura convida os moçambicanos para elevarem a sua cultura entre os povos e apela para o combate à pirataria, para a promoção da providência social e para o mecenato aplicado às artes.
Aquele dirigente considera também que esta acção tem um elevado valor social, uma vez que “os fazedores da cultura são os fazedores da opinião pública e impulsionadores do conhecimento na sociedade”.
(Inocêncio Albino)
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