Maputo (Canalmoz) - O ‘Moza Banco’ confirmou ontem o negócio com o banco português BES- Banco Espírito Santo que visa a cedência de 25,1% do capital ao novo accionista. “O enquadramento geral está definido. Agora entrarão os especialistas”, disse o PCA do ‘Moza Banco’ falando em conferência de Imprensa na sede da instituição financeira na Sommerschild, em Maputo.
O Dr. Prakash Ratilal, Presidente do Conselho de Administração da ‘Moçambique Capitais’ e do ‘Moza Banco’, afirmou também que “em princípio o negócio é irreversível” e vai assegurar que a instituição financeira que dirige “deixará de ser um banco pequenino”.
Prakash Ratilal estava acompanhado pelo engenheiro Carlos Simbine, presidente da Assembleia Geral(AG) do Moza Banco, e de Cardoso Muendane, presidente da AG da Moçambique Capitais entre outras destacadas figuras do banco.
O valor da percentagem de capital cedido ao BES ainda não está determinado, segundo o PCA do Moza Banco. “O valor do negócio (25,1%) ainda não está determinado. O mecanismo de preço está determinado. O ‘Due Delligence’ (avaliação) ainda vai decorrer e a partir daí há preço definido, resposta exacta.”
“A identidade do Moza Banco não terminou. O foco vai continuar a ser moçambicano, sem xenofobia. O BES podia ter entrado em Moçambique sozinho mas viu valências na Moçambique Capitais”, referiu a dada altura Ratilal.
O PCA do Moza Banco e PCA da Moçambique Capitais mencionou que esta última empresa que participa no banco com 51% do capital social, tem 300 accionistas moçambicanos com um capital social de 15 milhões de USD e um princípio a vigorar: cinquenta porcento dos lucros de cada ano é para reforço do capital.
O restante capital do Moza Banco é da GeoCapitais.
Prakash Ratilal estima que até Dezembro o BES estará com o Moza Banco em Moçambique. “O mais tardar até Dezembro tem de estar tudo resolvido sobre a entrada do BES no Moza Banco. Em princípio este processo é irreversível. A documentação já estava depositada na Bolsa de Lisboa e no Banco de Moçambique quando a operação foi anunciada”.
O Moza Banco, de acordo com o seu PCA, pretende virar as suas atenções para o país, com especial foco nas áreas de energia, minas, agro-industria e turismo.
Desde que abriu em 2007 a operação tem corrido bastante bem e os resultados que o Moza Banco alcançou atraíram parceiros, despertou atenção, embora se tratasse de um banco pequenino muito vocacionado para o Corporate, acrescentou na altura Prakash Ratital que referindo-se ao BES disse tratar-se de “um banco sólido, um banco europeu de primeira ordem”.
O PCA do Moza Banco anunciou que a instituição irá expandir-se para Nampula, Nacala, Tete, Beira e Matola, tendo mencionado que uma agência custa em média pelo menos meio milhão de dólares americanos. Mas lembrou: “Hoje não basta dinheiro, é preciso estruturar”.
Prakash insistiu bastante na tónica do agro-negócio e acentuou que “o agro-negócio é uma área de negócio que nós queremos desenvolver”.
(Redacção)
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