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Ministério da Saúde
Ivo Garrido nega haver medicamentos fora do prazo em uso nos hospitais

Maputo (Canalmoz) – O ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, convocou, ontem, a Imprensa para negar, veementemente, a existência de qualquer tipo de medicamento com prazo expirado, em uso nos hospitais sob tutela da instituição que dirige. Ainda ontem, um órgão de comunicação baseado na capital do país pusera a circular uma informação, segundo a qual, o Ministério da Saúde estava a cometer um crime público, ao permitir, alegadamente, que se administrasse nos pacientes, em várias unidades sanitárias, Metronidazol injectável com prazo expirado.
Paulo Ivo Garrido disse à Imprensa que de todos os medicamentos adquiridos pelo Ministério da Saúde são enviadas algumas amostras para os melhores laboratórios no estrangeiro para análises de controlo de qualidade, independentemente do estado em que se encontram. Só depois desse processo, justificou o ministro, é que os medicamentos são usados para o tratamento. Mas tudo seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), garantiu o ministro.
“Queremos tranquilizar a população e dizer que não há medicamentos fora do prazo a serem usados pelo MISAU. Este Ministério é o órgão central do aparelho do Estado e é responsável pela aplicação da política de saúde nos hospitais privados ou públicos, com o objectivo de garantir a protecção de saúde de todos os cidadãos, desde a prevenção até ao combate de doença”, disse Ivo Garrido.
Ademais, Garrido afirmou que o jornal que veiculou a informação sobre o uso do tal medicamento com o prazo expirado, apesar de escrever num dos seus artigos que as amostras de comprovação de que o medicamento é inadequado foram enviadas para análises no exterior um mês depois de o mesmo ter expirado, não constitui a verdade, pois na sua instituição é prática inutilizar imediatamente os produtos com prazo expirado. Disse também que o MISAU, para análise de qualidade de medicamentos, usa o Laboratório de Estudos Farmacêuticos (LEF), com a recomendação da OMS.
Quando confrontado com a informação segundo a qual houve pessoas que depois de terem sido tratadas com o mesmo medicamento vencido, passaram mal de saúde, Garrido disse que isso pode ser normal porque todos os medicamentos têm seus efeitos colaterais, dependendo do organismo de cada paciente. Mas se tal aconteceu não foi por causa de um suposto medicamento fora de prazo.
O ministro aventa a hipótese de os pacientes não terem reclamado junto dos hospitais onde foram atendidos, quando apossados pelos tais efeitos colaterais.

(António Frades)

2010-07-30 07:29:00
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